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“É
preciso vigiar constantemente os governantes”.
Fui o denunciante do primeiro escândalo de corrupção no governo Fernando Henrique Cardoso, gerando o Relatório de Auditoria Especial da Presidência da República n° 79/96, que comprovou desvios de recursos públicos da União, a partir de programas de apoio à Capoeira. Tal fato foi noticiado nos mais importantes jornais e revistas do Brasil, culminando com a saída do Ministro dos Esportes e a extinção do INDESP – Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto.
Atualmente, venho me debatendo contra os abusos e descasos promovidos pelo Ministério do Desporto, em que recursos dos esportes são destinados para fins políticos-partidários, transformando assim, tal Ministério, em um balcão de negócios da ideologia dominante. Lamentavelmente os dirigentes do Ministério dos Esportes, falam muito em democracia, mas não a praticam, se recusando a enviar relatórios de prestações de contas de recursos financeiros que
“distribuem para as entidades”, em descumprimento à Constituição Federal do Brasil, que obriga a qualquer órgão público fornecer todas as informações requeridas pelos cidadãos. Mais do que isto, se recusam terminantemente a cumprir a Constituição Federal Brasileira, em seu Artigo 5 Item XXIII que determina que
“todos têm direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do
Estado” .
É necessário que os esportistas do Brasil se engajem em um movimento de verdadeira limpeza no Ministério do Esporte. Só assim poderemos ter uma promoção da nossa juventude, desatrelada de ideologias nocivas às futuras gerações. Os esportes devem ser utilizados como fatores de promoção da saúde, da educação, do respeito às normas sociais e de alicerce para a cidadania. Jamais com objetivos ideológicos.
Entendo que é importante o engajamento de cidadãos comuns em suas possibilidades de expressões buscando uma reforma ética e política nos rumos da governabilidade do Brasil, bem como o fortalecimento das instituições. Só assim o povo brasileiro passará a ter autonomia e instrumentos de verdadeira representatividade social e política. |
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